O evento

Educação Básica: possibilidades e desafios contemporâneos

Há uma especificidade em cada segmento escolar, mas há um tecido em que a educação se pensa e é pensada e que muitas vezes nos foge. Foge, nos emaranhamos nas buscas das diferenças, escapando-nos o que liga cada elo e é isto que constitui desafios e ao mesmo tempo possibilidades complexas.

Desafios e possibilidades contemporâneas – o que nos coloca frente a um paradoxo: olhar o presente da educação sabendo-o já passado, pois acabou de ocorrer, sinaliza um futuro a se construir coletivamente

Promover um encontro de educadores, nesta época do ano, corresponde ao desejo de trazer provocações que se antecipem a avaliação do ano letivo e a programação do próximo. Provocações que possam nos impregnar, trazendo texturas e certo desconforto para experimentarmos caminhos, quem sabe, mais desafiadores.

Este desejo também se expressa na escolha dos convidados ao diálogo, bem como a forma do encontro.

Um artista plástico, dois pedagogos e uma psicanalista compõem multiplicidades de olhares, um desafio de olharmos as mesmas questões a partir de perspectivas diferentes, alargando saberes, pensamentos, percepções e afetos que estão em nosso cotidiano, em nossa rotina, em nosso dia-a-dia – tanto que corremos o risco de anestesiar o olhar, nos acomodarmos ao já sabido.

O encontro aspira que as falas de cada palestrante sirvam de pretexto para discussões sobre o cotidiano da Escola em suas múltiplas dimensões: éticas, estéticas, relacionais, curriculares, políticas e contextuais.

De manhã ética e estética se encontram com os contextos educacionais que afetam a nós e nossa prática. Thiago Honório, como artista e educador coteja o enamoramento da Arte e da Educação, enquanto potência muito além dos objetivos do desenvolvimento da criatividade dos alunos, traz a experiência de criação. Criação que não acontece na abstração, no mundo das ideias, mas num ethos que nos cobra, ao mesmo tempo, imersão e distância para análise e posicionamentos provocados, neste dia, pela fala de Priscila Cruz que faz de sua fala um todo coerente com sua forma de ver e estar no mundo.

No período da tarde currículo e desejo se encontram na constituição do que a Educação representa ou deveria representar: caminhos que possibilitem a expressão do ser que aprende porque deseja. Compreensões de currículo e de sujeito são expandidas a partir das falas da pedagoga e escritora Tatiana Pita e da psicanalista e também escritora Karin de Paula – currículo como cartografia que desenha mapas, mas que não existem sem sujeitos.

Local
Colégio Santa Maria
Avenida Sargento Geraldo Santana, 901 – Jardim Taquaral – São Paulo – SP

Organização
Prisma – Centro de Estudos do Colégio Santa Maria
Fone: (11) 2198-0663  |  (11) 2198-0670
Email: prisma@colsantamaria.com.br